O Instituto DACOR foi citado na edição 110 (abril de 2026) do boletim Aprendizagem em Foco, publicado pelo Instituto Unibanco. O documento traz em pauta o novo Plano Nacional de Educação (PNE) que, após dois anos de tramitação no Congresso Nacional, foi sancionado no mesmo mês.
Em entrevista ao boletim, o presidente do Instituto DACOR, Helton Souto, destacou que o novo plano abre janelas de oportunidades cruciais para colocar a redução das desigualdades no centro da política educacional brasileira. Segundo ele, estados e municípios têm agora o espaço e o desafio de avançar ainda mais em suas metas locais do que o pactuado na estratégia nacional.
Desafios e ações práticas para a equidade
Para que o PNE seja efetivo na prática, Souto aponta que a intenção deve vir acompanhada de ações estruturadas. Isso exige transformações profundas em áreas como:
- Revisão e adaptação dos currículos escolares da Educação Básica;
- Formação continuada de professores;
- Implementação de processos de governança nas secretarias e escolas;
- Coleta e uso estratégico de dados raciais para subsidiar a tomada de decisões.
O perigo das “médias” na educação
O presidente do DACOR fez um alerta importante sobre um erro histórico nas políticas públicas: o foco excessivo no alcance de metas gerais ou médias estatísticas, o que costuma camuflar as desigualdades internas do sistema.
“Precisamos avançar sobre isso para entendermos quem são os estudantes que estão nas escolas, como está o desempenho deles, o quanto estão ou não aprendendo, quem são, quanto são e onde estão, para promover ações e políticas que vão ao encontro das necessidades dessas pessoas.”
— Helton Souto, presidente do Instituto DACOR.
Para ele, a coleta detalhada de dados raciais e o monitoramento específico de cada grupo social são os únicos caminhos para que estados e municípios promovam uma verdadeira educação antirracista e inclusiva.
Saiba mais
Para ler o boletim na íntegra e conferir a matéria completa realizada pelo Instituto Unibanco, acesse os links oficiais:
