A Câmara Técnica de Adaptação e Infraestrutura Verde atua para fortalecer a resiliência das cidades
O Instituto DACOR assumiu a subcoordenação da Câmara Técnica de Adaptação e Infraestrutura Verde do Fórum Brasileiro de Mudança do Clima (FBMC). A presença da organização demarca o compromisso de pautar as estratégias de resiliência climática nacional no cruzamento entre ciência de dados, equidade racial e justiça social.
O FBMC é um espaço estratégico que reúne poder público, sociedade civil, academia e setor privado. Dentro do fórum, a Câmara de Adaptação e Infraestrutura Verde tem o objetivo central de promover soluções baseadas na natureza, restaurar ecossistemas e apoiar políticas para reduzir a vulnerabilidade de populações expostas a eventos extremos, como comunidades tradicionais, indígenas e quilombolas.
A coordenação titular da Câmara é exercida por Jussara de Lima Carvalho, enquanto a coordenação adjunta é compartilhada por Vidal Mota Jr. (Instituto DACOR), Suely Araújo (Observatório do Clima) e Pedro Torres (UNESP).
Para o Instituto DACOR, o assento no Fórum é fundamental para reverter a falta de mapeamento e diagnóstico nas áreas de maior risco. O diretor-executivo do Instituto, Vidal Mota Jr., destaca o propósito que guiará a organização neste espaço de governança:
“O DACOR está na subcoordenação da Câmara Técnica de Adaptação e Infraestrutura Verde do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas com a convicção de que não há política climática justa sem dados que revelem quem está mais exposto aos riscos. As populações negras e periféricas são as primeiras a sofrer os efeitos das mudanças climáticas — e as últimas a aparecer nas estatísticas oficiais. Nossa contribuição nesse espaço é exatamente esta: colocar a análise de dados a serviço da equidade, para que a infraestrutura verde chegue onde mais precisa chegar”.
Alinhamento de metas e infraestrutura direcionada
Entre as diretrizes traçadas pelo plano de trabalho da Câmara estão a ampliação das estratégias de infraestrutura verde — visando diminuir a pressão sobre recursos naturais em áreas urbanas e rurais — e a capacitação de gestores públicos e urbanistas.
A participação do Instituto DACOR assegura que a análise qualificada de dados atue como bússola para a aplicação dessas diretrizes. Sem a identificação clara de onde os impactos são mais severos — um cenário que afeta desproporcionalmente as periferias e a população negra —, os projetos de adaptação correm o risco de não alcançar os territórios que mais necessitam. Ao alinhar ciência de dados e justiça climática, o DACOR fortalece o papel do FBMC na construção de um Brasil mais seguro, igualitário e preparado para os desafios do aquecimento global.
