DACOR na Imprensa: janeiro

Começamos o ano com importantes aparições do Instituto DACOR na mídia, consolidando nossa atuação como referência no debate sobre educação, equidade racial e produção de dados qualificados para a transformação social. A presença do DACOR em veículos e projetos de relevância nacional reforça o compromisso da instituição com a construção de políticas públicas mais justas e baseadas em evidências.

Entre os destaques do período estão parcerias estratégicas, participações em publicações reconhecidas e espaços de debate em grandes veículos de comunicação.

Entrevista para o Record News: qualidade de vida de pessoas pretas e pardas no Brasil

Começamos o ano com a pauta racial em destaque, o Instituto DACOR esteve na Record News para falar sobre a qualidade de vida de pessoas pretas e pardas no Brasil.

A reportagem abordou temas fundamentais como saúde, trabalho e educação. Helton Souto, presidente do DACOR, apresentou dados com base no nosso Mapa de Dados, que evidencia desigualdades e desafios estruturais na educação.

DACOR presente no Anuário Brasileiro da Educação Básica 2025

O Instituto DACOR participou do Anuário Brasileiro da Educação Básica 2025, do Todos Pela Educação com o artigo de Vidal Dias da Mota Jr – Pós-Doutor em Ciências Ambientais e diretor executivo do DACOR, que analisa como os impactos da crise climática aprofundam desigualdades educacionais e territoriais, especialmente para populações historicamente vulnerabilizadas.

O texto contribui para o debate sobre justiça ambiental, equidade racial e o papel da educação na construção de respostas mais justas e sustentáveis.

https://anuario.todospelaeducacao.org.br/2025/artigo-educacao-crise-climatica-e-racismo-ambiental.html?utm_

Formação Cátedra USP e Instituto DACOR

Concluímos, em parceria com a Cátedra Sérgio Henrique Ferreira (IEA-USP), a segunda edição do ciclo formativo ‘Redução de Desigualdades Educacionais, uma iniciativa que articula teoria, gestão educacional e ferramentas práticas para fortalecer a equidade racial nas redes de ensino de todo o país. A formação foi dividida entre os módulos “Qualidade de Ensino na Matemática”, em parceria com o Grupo Mathema, e
“Educação para as Relações Etnico-Raciais”.

Mesmo após mais de 20 anos da promulgação da Lei 10.639/03, 71% dos municípios brasileiros ainda não cumprem o ensino da história e cultura afro-brasileira. Esse cenário reforça a urgência de apoiar as redes de ensino na implementação efetiva de políticas de Educação para as Relações Étnico-Raciais.

Um dos principais diferenciais da formação foi a aplicação da RUMO – Rubrica de Monitoramento de Ações e Políticas de
ERER, desenvolvida pelo Instituto DACOR em parceria com a Fundação Lemann. A ferramenta apoia as redes na construção de diagnósticos e planos de ação a partir de cinco eixos estratégicos, fortalecendo a tomada de decisão baseada em evidências.

A partir dos resultados da RUMO, realizamos devolutivas às redes participantes e à Cátedra, contribuindo para uma leitura aprofundada das realidades locais e para o planejamento de ações estratégicas que orientem os próximos passos das políticas educacionais.

Nexo Jornal: a importância da coleta de dados raciais para a equidade educacional

A reportagem destaca como a coleta de dados raciais no contexto educacional é uma ferramenta essencial para promover equidade nas políticas públicas e na gestão escolar. No Brasil, o registro da raça/cor no Censo Escolar — feito pelos responsáveis para estudantes menores e por autodeclaração a partir dos 16 anos — é o principal instrumento para mapear as desigualdades entre grupos raciais no sistema de ensino. Esses dados permitem identificar padrões de exclusão, defasagens no desempenho acadêmico e trajetórias educacionais desiguais entre alunos brancos, negros, pardos, indígenas e outros grupos que historicamente enfrentam barreiras no acesso e permanência escolar.


A matéria explica que, sem informações raciais consistentes, políticas educacionais tendem a tratar todos os estudantes como homogêneos, o que invisibiliza desigualdades profundas e corrói a possibilidade de intervenções específicas e eficazes. A coleta correta e consciente dessas informações — incluindo a formação de profissionais da educação para lidar com autodeclaração e o uso responsável das categorias étnico-raciais definidas pelo IBGE — ajuda a revelar onde estão as maiores lacunas e a orientar recursos e práticas pedagógicas que respondam a necessidades reais.


Por fim, a reportagem reforça que os dados raciais não são um fim em si mesmos, mas um meio para transformação: eles subsidiam desde o acompanhamento de resultados educacionais até a formulação e o monitoramento de políticas públicas com foco em redução de desigualdades estruturais. Ao organizar e divulgar esses dados de forma transparente, gestores, pesquisadores e a sociedade civil ganham uma base mais sólida para enfrentar o racismo institucional no sistema educacional e avançar em direção a uma educação mais justa para todos os estudantes.

https://pp.nexojornal.com.br/topico/2025/09/01/a-importancia-da-coleta-de-dados-raciais-para-a-equidade-educacional?utm_