Uma reportagem do jornal O Globo sobre a cientista da computação Nina da Hora foi publicada com a foto da escritora brasileira Lu Ain-Zaila. Ao refletir sobre o caso, Nina da Hora mostra que esse tipo de confusão não se limita a um erro editorial. Ela também evidencia como processos de sistemas de informação podem reproduzir vieses que confundem comprometem o reconhecimento e perpetuam apagamentos.

“As pessoas precisam primeiro me respeitar como pessoa, depois me respeitar pela profissão da qual eu exerço. Eu sou cientista da computação.”
Nina da hora (cientista da computação) em suas redes
Veja o depoimento completo: https://www.instagram.com/reels/DbQ2tEERFsj/
Embora a imagem tenha sido corrigida posteriormente, o episódio abriu um importante debate sobre reconhecimento, representação e os impactos do apagamento de identidades negras no ambiente digital.
“A pessoa trabalha um monte e tem seu reconhecimento ceifado. A outra rala um monte e tem sua trajetória trocada, vira a ‘outra mulher negra não encontrada’.”
Lu Ain-Zaila (Pedagoga e escritora brasileira) em suas redes
Quando pessoas negras são constantemente confundidas entre si, não estamos falando apenas de um erro. Estamos falando de um padrão que apaga identidades, histórias e trajetórias. E, quando até bancos de imagens e sistemas de informação reproduzem esse tipo de confusão, fica evidente que o racismo também atravessa a forma como a informação é organizada, registrada e circula.
“Muito Axé pra essa semana não acabar com mais gente desaparecida, sem rosto ou sem nome.”
Lu Ain-Zaila (Pedagoga e escritora brasileira) em suas redes
